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Aspectos farmacológicos da Ayahuasca.

  • andreaferretti
  • 5 de mar. de 2021
  • 1 min de leitura

O chá de Ayahuasca é composto por duas espécies de plantas: a Banisteriopsis caapi, cujos alcalóides mais importantes são as beta-carbolinas harmina, tetrahidroharmina (THH) e harmalina; e a Psychotria viridis (Rubiaceae) que possui como principal alcalóide a DMT.

Apesar de ser um psicoativo altamente potente, quando ingerida isoladamente por via oral, mesmo em altas doses, a DMT não produz efeitos pois é metabolizada pela monoaminoxidase (MAO) hepática e intestinal. Porém, quando administrada com substâncias inibidoras da MAO, a DMT promove efeitos psicoativos que podem variar entre alterações perceptuais, comportamentais e emocionais.

As beta-carbolinas presentes na espécie Banisteriopsis caapi possuem a capacidade de inibir a enzima monoamino oxidase (MAO). A inibição da MAO possibilita a ação da DMT ingerida por via oral, pois permite sua chegada ao cérebro. Além disso, esse processo pode elevar os níveis de serotonina, noradrenalina e dopamina no cérebro.

Diversos estudos mostram que a DMT atua como um agonista da serotonina e, portanto, tem grande afinidade por receptores serotoninérgicos. As beta-carbolinas presentes na Ayahuasca, ao inibirem a MAO, também contribuem para aumentar os níveis de serotonina no cérebro pois a MAO desanima a serotonina, quanto está ativa. A ação conjunta desses dois mecanismos agonistas serotoninérgicos – inibição da MAO e da recaptação de serotonina – eleva os níveis de serotonina no cérebro.


 
 
 

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